A vulnerabilidade do consumidor idoso
Postado: 10 de março de 2023
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Postado: 10 de março de 2023
De acordo com o Dicionário de Desenvolvimento de 2020, a palavra
vulnerabilidade compreende situações de risco e fragilidade, causadas tanto por motivos sociais quanto econômicos e ambientais.
Navegue pela matéria:
● A vulnerabilidade relativa, que diz respeito às pessoas que ainda
detêm determinada autonomia;
● A vulnerabilidade absoluta, que caracteriza as pessoas que carecem
de amparo total para administrar sua vida.
Para os idosos (em qualquer categoria), essa fragilidade tende a ser
sempre mais significativa e, por isso, é preciso tomar alguns cuidados
especiais.
O envelhecimento é um processo dinâmico que traz transformações
expressivas em todas as áreas da vida – como morfológicas, funcionais e
psicológicas.
A depender do estilo de vida, do meio ambiente e de outros fatores internos e externos, o passar dos anos pode trazer diminuição ou perda de diversas capacidades.
Dentre as capacidades comprometidas, está o discernimento de situações
cotidianas, o raciocínio e a agilidade – e é daqui que se origina a maior
vulnerabilidade da pessoa idosa.
Por outro lado, usufruindo dessa vulnerabilidade do consumidor, estão muitos bancos, lojas de todos os tipos e até planos de saúde.
Não é correto generalizar, mas uma parte considerável do mercado foca em
suas metas de venda, acima de tudo, e acaba por encontrar na suscetibilidade do idoso uma oportunidade de lucrar.
Por fim, a forma como a sociedade trata e lida com as pessoas da terceira
idade, também normaliza ou fortalece certos abusos.
Para os consumidores em geral, existe um órgão próprio dedicado à proteção dos consumidores – o PROCON.
Em paralelo, o Estatuto do Idoso é aplicado de maneira complementar ao
Código de Defesa do Consumidor, definindo um caráter de hipervulnerabilidade a essa classe de pessoas.
O documento afirma que eles não são apenas vulneráveis, mais que isso:
formam um grupo dentro da vulnerabilidade, por isso são considerados
hipervulneráveis.
Mas para além do amparo legal, o idoso precisa de uma rede de apoio
estabelecida que o ajude a agir de maneira preventiva.
Ele precisa saber que tem a quem recorrer para tirar suas dúvidas, ao precisar tomar uma decisão de compra e também precisa ser alertado sobre as ameaças inerentes.
Sem dúvidas, é papel dos familiares e amigos concentrar esforços nesse tipo de assistência – e também no amparo e na defesa da dignidade dos mais
velhos. Isso também é Lei:
“Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os
filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou
enfermidade” (BRASIL, 1988).
Existem ainda alguns outros fatores que vão interferir no grau de
vulnerabilidade do consumidor idoso e que, em partes, podem ter caráter
preventivo:
● Preservar sua saúde física
● Preservar sua saúde mental
● Preservar sua saúde emocional
Ao dedicar cuidados rotineiros a esses três aspectos, ao longo da vida, é
possível que o idoso esteja menos vulnerável às armadilhas do mercado.
Isso ocorre porque seus processos cognitivos e sua autoconfiança tendem a
ser preservados e sua atuação civil tende a ser mais ativa.
Publicado por: dolcevivere
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